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Director Fundador: João Ruivo Director: João Carrega Ano XXIII Nº271  Setembro 2020
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Atualidade

Politécnico de Setúbal
Souta lanca novo livro
souta.jpgIntegrado no 9º Encontro com Professores Escritores, Luís Souta, docente da ESE de Setúbal, lançou, no espaço desse Instituto Politécnico, a sua nova obra, Fa(r)do Escolar, numa cuidada edição  das Edições ExLibris.
A apresentação do livro esteve a cargo de João Ruivo (que também o prefaciou) e de Agostinho Reis Monteiro, que relevaram o trabalho académico de Luís Souta e a importância da publicação no domínio das Ciências da Educação.
Luís Souta, migrante geográfico (natural de Belmonte) e académico, professor e investigador de primeira água, é homem da geração do Maio de 68, com tudo o que isso representa. No prefácio, João Ruivo realça que os seus textos, plasmados neste livro, pretensamente evocativos da memória da sua infância e juventude durante a ditadura de Salazar e Caetano, são muito mais do que isso. São textos com um profundo contexto e sentido ideológico, de crítica a um país e a uma escola elitistas, onde os retratos da pobreza, da seletividade, do autoritarismo arbitrário e do medo afloram em cada uma das suas narrativas, sempre com uma linguagem desprendida, simples, acessível, e fortemente motivadora da leitura e do leitor.
Há quem talvez lhes chamasse relatos de "Histórias de Vida", que os investigadores da sociologia e da história da educação por vezes privilegiam através da utilização do "método biográfico". E, aqui, nesse restrito sentido académico, o livro de Luís Souta trespassa as portas do memorialismo e apresenta-se-nos como uma obra difícil de contornar pelos investigadores da educação.
Ali está retratada toda a sociedade e a escola de um tempo em que as liberdades e a cidadania pouco valiam, onde o peso de uma guerra colonial esmagava as jovens gerações, onde o currículo formal transmitia a ideologia dominante e o poder discricionário das pequenas autoridades e do Estado, onde a escola perpetuava as desigualdades sociais e onde o grupo de pares e o currículo oculto mantinham um papel determinante na formação do carácter dos jovens que haveriam de ajudar a fazer uma revolução.
Luís Souta dirige-se, claramente, à escola pública, onde trabalha a maioria dos nossos professores. A escola em que também é preciso que os docentes tenham tempo para ensinar e os alunos encontrem momentos para aprender.
Por tudo isso, as páginas que o autor nos revela na obra Fa(r)do Escolar, enquanto experiência única, porque pessoal e intransmissível, são também uma enorme lição de esperança e de educação para o futuro: porque relevam a capacidade e a possibilidade de sobrevivência e de resistência às adversidades que muitas vezes a vida coloca no caminho dos docentes, para que as vejam como um desafio, a superar.
 
 
 
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