Newsletter
Mensagem

Newsletter

Director Fundador: João Ruivo Director: João Carrega Ano XXIII Nº271  Setembro 2020
FacebookTwitter

Universidade

Estudo no Minho revela
Crianças já não brincam na rua

Alberto Nídio Silva.jpgAs correrias das crianças pelos montes, as aventuras com vizinhos e os brinquedos artesanais foram substituídos por quartos plenos de tecnologia, escolas a tempo inteiro e brinquedos industriais. O investigador Alberto Nídio Silva, da Universidade do Minho, alerta que o encanto do brincar e a transmissão geracional das artes lúdicas estão em risco. Por isso as famílias, instituições de ensino e políticos precisam de reconquistar o tempo lúdico dos mais novos e a partilha do espaço público.

Nídio Silva é doutorado em Estudos da Criança, ramo de Sociologia da Infância, com a tese "Jogos, Brinquedos e Brincadeiras - Trajectos Intergeracionais", que acaba de ser aprovada por unanimidade. A investigação apoiou-se em cem testemunhos orais de dez famílias, abarcando quatro gerações vivas (filhos, pais, avós, bisavós), dos cinco aos 100 anos. Recorreu ainda a imagens da Fototeca do Museu Nogueira da Silva e do Museu da Imagem, em Braga.

As brincadeiras mudaram com a rapidez da sociedade e individualizaram-se. "Há uma espécie de regresso às cavernas, as crianças fecham-se num refúgio de luxo conectado com o mundo - o virtual em vez do real, o site em vez do sítio. É certo que elas continuam num mundo lúdico de encanto, mas fazem-no sem irmãos, nem vizinhos, nem amigos informais", nota Nídio Silva. Para o investigador, "empobreceu a socialização, a compreensão da diferença, a solidariedade, o convívio".

 
 
 
Unesco.jpg LogoIPCB.png

logo_ipl.jpg

IPG_B.jpg logo_ipportalegre.jpg logo_ubi_vprincipal.jpg evora-final.jpg ipseutubal IPC-PRETO