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Director Fundador: João Ruivo Director: João Carrega Ano XXIII Nº271  Setembro 2020
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Universidade

Hábitos alimentares das crianças
Um ano basta para mudar

Rafaela.jpgUm estudo da Universidade do Minho mostra que basta apenas um ano para potenciar hábitos alimentares saudáveis nas crianças. O trabalho atentou em cerca de 500 alunos de sete escolas primárias de Guimarães, onde se verificou um "travar" do excesso de peso, um aumento no consumo de horto-frutícolas e uma redução de alimentos sólidos de elevada densidade enérgica e de baixo valor nutricional.

A investigadora e professora Rafaela Rosário, da Escola Superior de Enfermagem, culpa a sociedade por ser "promotora de costumes alimentares rápidos, ao mesmo tempo que as crianças são vítimas de screentime, passando horas afins frente à televisão e ao computador".

O estudo teve como objectivo avaliar o efeito do programa de intervenção na antropometria e no consumo alimentar das crianças, com idades entre os 6 e 10 anos, no sentido de evitar principalmente o excesso de peso ou a obesidade, patologias que atingem mais de 30 por cento da população nacional infantil. A investigação, intitulada "Excesso de peso e obesidade em crianças: implementação e avaliação de um programa de intervenção na escola", interpelou precisamente 464 crianças, sendo que apenas 293 foram submetidas a uma intervenção "mais" activa. As restantes responderam somente a um questionário sobre hábitos alimentares, além de serem monitorizadas antropometricamente, isto é, pesadas e medidas.

"Verificámos um aumento do excesso de peso no grupo que não foi submetido activamente à experiência", afirma Rafaela Rosário. Os resultados mostraram também que a percentagem das crianças com excesso de peso e obesidade era muito próxima da tendência portuguesa. Ambos os grupos apresentaram hábitos alimentares "desajustados", prevalecendo o consumo excessivo de alimentos com elevada densidade enérgica e baixo valor nutricional, refere.

Os professores envolvidos tiveram uma formação acreditada pelo Ministério da Educação. Para além da transmissão de informação sobre os diversos alimentos, os educadores promoveram actividades didáticas e interativas como o Dia da Fruta, o Momento H2O, o Dia do Desporto, o Dia Mais - Saltar Mais, Correr Mais e Atirar Mais, o Dia Mundial da Alimentação e o Dia da Confecção do Pão. As crianças mostraram medidas antropométricas "mais adequadas" após a intervenção e uma visão diferente sobre os produtos ditos saudáveis. Rafaela Rosário pensa já na possibilidade de aplicar o estudo a nível nacional: "Se vimos um impacto significativo em termos locais, também poderia acontecer a nível mais global", diz.

 
 
 
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